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Há 7 mil
ações administrativas contestando informações do CAT
Da Redação (Brasília) – As contestações de possíveis divergências de dados
previdenciários que compõem o Fator Acidentário de Prevenção (FAP),
encaminhadas entre 1º de outubro de 2009 e 12 de janeiro deste ano, serão
examinadas pela Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPS), do
Ministério da Previdência Social, em grau de recurso, ou seja, em segundo e
último grau administrativo. É o que determina o Decreto nº 7.126/2010,
publicado nesta quinta-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU).
Pelo decreto, todos os processos administrativos passam a ter efeito
suspensivo, até a decisão final pela SPS. As empresas que quiserem recorrer
da decisão em primeira instância do Departamento de Políticas de Saúde e
Segurança Ocupacional (DPSO) têm prazo de 30 dias, a partir da comunicação
do resultado do julgamento.
O efeito suspensivo se aplica somente sobre as cerca de sete mil ações
encaminhadas pelas empresas ao MPS no período, relativas a possíveis
divergências dos elementos previdenciários – informações de Comunicações de
Acidentes de Trabalho (CATs) e de benefícios acidentários - que compõem o
FAP. Técnicos do ministério já começaram a analisar os recursos.
O MPS disponibilizará às empresas os resultado do julgamento das
contestações, mediante acesso restrito, com o uso de senha pessoal, no
portal do MPS e, em link específico, na página da Secretaria da Receita
Federal do Brasil.
O fator acidentário começou a ser utilizado em janeiro para calcular as
alíquotas da tarifação individual de 952.561 empresas ao Seguro Acidente de
Trabalho (SAT). É um multiplicador de 0,5 a 2,0 pontos, aplicado às
alíquotas de 1%, 2% ou 3% incidentes sobre a folha de salários dessas
empresas, para financiar os benefícios concedidos aos trabalhadores
decorrentes do Seguro Acidente.
Bônus - Do total de empresas, 92,37% (879.933) serão bonificadas na
aplicação do FAP em 2010. E 72.628, ou 7,62% do total, terão aumento na
alíquota de contribuição. Menos de 10% dessas empresas é que entrou com
recursos no MPS. Estão isentas de qualquer contribuição ao Seguro Acidente
as 3,3 milhões de empresas do Simples Nacional.
Nova metodologia - Criado em 2003, o fator foi reformulado e
aperfeiçoado em 2009 pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS),
para começar a ser aplicado em 2010. Com essa nova metodologia, o governo
quer estimular cada empresa a investir no trabalho decente e na cultura da
prevenção acidentária.
A adoção dessa medida significa um novo tempo para o setor, pois vai ajudar
a diminuir o Custo Brasil, que consome anualmente cerca de 1,8% do PIB, ou
seja, R$ 50 bilhões em despesas diretas e indiretas em decorrência da
acidentalidade e das condições insalubres, penosas e perigosas no ambiente
de trabalho.
A filosofia da cobrança faz parte da modernidade dos grandes sistemas de
seguro de acidentes existentes no mundo: paga mais quem tem acidentalidade
maior em relação à sua atividade econômica. Países como a França, Canadá,
Espanha, Colômbia, Argentina, Chile e México cobram, em média, em seus tetos
máximos da taxação de acidentes, quatro vezes mais que o Brasil.
Com a entrada em vigor do FAP, o valor de contribuição do Seguro Acidente de
cada empresa pode ser reduzido à metade para quem investir em saúde e
segurança no ambiente de trabalho; ou até dobrar, para aquelas que não
tiverem o cuidado de proteger seus trabalhadores, expondo-os a maiores
riscos.
Mas em 2010 haverá desconto de 25% na aplicação do FAP para essas empresas.
Se determinada empresa tiver acidentalidade em sua subclasse econômica acima
da média - em relação às demais empresas de seu setor -, terá o adicional no
seguro acidente. Quem estiver em posição inferior à média, terá bonificação.
A metodologia do reajuste do SAT e do FAP é baseada exclusivamente na
acidentalidade ocorrida no Brasil nos anos de 2007 - com 659.523 acidentes
registrados - e 2008, com 747.663 acidentes, seguindo parâmetros legais
estatísticos. O fator acidentário será atualizado anualmente por empresa
para definição de bônus, na medida em que ela investir na redução da
acidentalidade.
Informações para a Imprensa
Pedro Arruda
(61) 2021-5113
ACS/MPS
Fonte: MPS
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